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quinta-feira, 13 de agosto de 2009

País Permissivo

País Permissivo

<http://ladelacerda.mail2@blogger.com/>
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Querida Mariza

Tomei a liberdade de lhe responder no meu blog. Acredito que maais pessoas
tem que refletir sobre este momento delicado e obscuro que o país está
passando na mão desta camarilha e o próprio AliBaba que talvez nem precise
dela.
Após dedicar 32 anos da minha vida a este país e ainda achar que poderia
insistir cheguei a conclusão de que não tem mais jeito não!

Só um trauma violento neste país, sem precedentes. Destes que nunca houve e
que nunca mais vai haver. Só assim teremos respeito e sossego. È uma gente
porca com um só ideal: Acabar com tudo, roubar tudo. Analfabetos,
incompetentes, burros e ladrões. Desmantelar é o lema. Dinheiro para quem
for malandro igual ao chefe, bolsa tudo, sem-terra, sem-vergonha, sem-pudor,
sem-moral, e por aí vão os sem tipos como Franklin Martins, e outros a
serviço da bandidagem.

É uma metástase sem cura. Só se extirpa a ferro e fogo. Tem que matar o
doente.

Infelizmente Mariza não há saída. O bicho já tomou todos os poderes, os
organismos privados, o cidadão, TUDO. Até os estrangeiros que aqui vem
passear se adaptam rápido a essa nojeira.

Flanelinha, mortes banalizadas, policia e bandido (quem é quem?), não há
NADA, NADA direito no país. E nada pode ser feito.

Veja este homem chegando na velhice, continua bandido, ladrão, maldito e
nojento que a Lúcia Hipólito aborda com até com uma certa benevolência;
tinha que cortar as duas mãos deste canalha. Vai morrer e deixar esta lama
até a quarta ou quinta geração. Foi assim que eles ensinaram. Quantos
morreram de fome? Eu estive lá no Maranhão em 89 trabalhando dois meses com
eles. Voltei correndo. Roubavam os tickets e vendiam o leite. Pagavam dois
carros recebiam um e embolsavam o dinheiro do outro. Não conseguia ver
aquilo. Crianças de cidades próximas administradas por prefeitos
oposicionistas não recebiam ticket de leite. As crianças morriam de fome.

Para mim, Mariza isto é mais que suficiente. Isto basta porque fede e é
amorfo.

A única coisa que precisa são as forças armadas, que estão a pão e água,
sair deste estado apático e se pronunciar GROSSO. Eles têm o respeito do
povo e se erraram não foi roubando nem colocando estes barbudos ladrões e
nojentos para saquear o país. A constituição deve ser defendida por eles e
alguma coisa tem que ser feita.O ministro da defesa não me parece
qualificado para sentar-se à mesa com gente tão preparada, honesta 'as vezes
ing~enuas, para falar sobre defesa nacional. Defender o que? Temos que nos
defender deles.

Estão roubando tudo, até os quartéis não estão resistindo por falta de
verba. Os contingentes reduziram-se à metade para não pagar almoço. Não há
mais exercício militar. Temos uma fronteira imensa e nem um barco, ou avião
que possa voar porque não tem dinheiro para a gasolina.
BASTA!

Isto irrita o cidadão de bem, acaba com auto-estima, destrói a cidadania:
Vira terra de ninguém.

Beijos,

Luiz Antonio

De: Mariza
Enviada em: terça-feira, 11 de agosto de 2009 08:28
Para: Mariza
Assunto: NOJENTO

LÚCIA HIPÓLITO - O ocaso do coronel Sarney

( Jornalista CBN )

Êta pais permissivo!

Até quando os idiotas aqui que trabalham vão ser coniventes com esta
situação??

As mais recentes denúncias sobre as estripulias do senador José Sarney estão
longe de ser as últimas e apontam na mesma direção de todas as anteriores: a
privatização de recursos e espaços públicos em benefício próprio. Ou de sua
família. E o desprezo às leis do país. Senão vejamos.

Distraído, Sarney não reparou que recebia mensalmente R$ 3,8 mil de
auxílio-moradia, mesmo tendo mansão em Brasília e tendo à disposição a
residência oficial de presidente do Senado. Culpa da burocracia do Senado.

Distraidíssimo, Sarney esqueceu de declarar sua mansão de R$ 4 milhões à
Justiça Eleitoral. Culpa do contador.

Precavido, requisitou seguranças do Senado para proteger sua casa em São
Luís, embora seja senador pelo Amapá.

Milionário (embora o Maranhão continue paupérrimo), não empregou duas
sobrinhas e seu neto em suas inúmeras empresas. Preferiu que se empregassem
no Senado.

Milionário generoso, não quis deixar a viúva de seu motorista ao relento.
Empregou-a para servir cafezinho no Senado, em meio expediente, com salário
de R$ 2,3 mil. Ah, e alojou-a em apartamento na quadra dos senadores.

Generoso, não impediu que seu outro neto fizesse negócios milionários com
crédito consignado no Senado. Ainda generoso, entendeu que um agregado da
família deveria ser também empregado como motorista do Senado com salário
atual de R$ 12 mil, mas trabalhando como mordomo na casa da madrinha, sua
filha e então senadora Roseana Sarney.

Aliás, Roseana considerou normal convidar um grupo de amigos fiéis para um
fim de semana em Brasília, com passagens pagas pelo Congresso. Seu filho,
Fernando Sarney, o administrador das empresas, que sequer é parlamentar,
considerou normal ter passagens aéreas de seus empregados pagas com
passagens da quota da Câmara dos Deputados.

Patriarca maranhense, ocupou as dependências do Convento das Mercês, jóia do
patrimônio histórico, e ali instalou seu mausoléu. O Ministério Público já
pediu a devolução, mas está complicado. Não é um fofo?

Um dos mais recentes escândalos cerca justamente a Fundação José Sarney, que
se apoderou das instalações do Convento das Mercês. Consta que R$1.300 mil
captados através da Lei Rouanet junto à Petrobrás, para trabalhos culturais
na Fundação José Sarney foram.... desviados. Não há prestação de contas, há
empresas-fantasmas, notas fiscais esquisitas. Enfim, marotice, para dizer o
mínimo. Mas Sarney alega que só é presidente de honra da Fundação. Culpa dos
administradores.

E o escândalo mais recente (na divulgação, não na operação): Sarney seria
proprietário de contas bancárias no exterior não declaradas à Receita
Federal. Coisa do amigão Edemar Cid Ferreira, amigão também da governadora
Roseana Sarney a quem, dizem, costumava emprestar um cartão de crédito
internacional. Coisa de gente fina.

Em suma, acompanhando as peripécias de José Sarney podemos revelar as
entranhas do coronelismo, do fisiologismo, do clientelismo. Do arcaísmo.
Tudo isto demora a morrer. Estrebucha, solta fogo pela venta. Mas um dia
desaparece.

Tal como os dinossauros.

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